quinta-feira, 30 de maio de 2013

Na poesia de Dom


Minhas poucas palavras, resumen-se nessa belíssima obra de Machado de Assis, Dom Casmurro.
Não há palavras para mencionar nada, só emoção é o que se guarda, se reflete e se pede.
As frases abaixo, pertencem a ele.

O senhor não consegue contar o que sou, nem quem fui
O resto é igual, só a fisionomia é diferente
O mundo se consome das pessoas que se perde
Aquela vida me parece despida de tantos encantos que achei
Não falamos nada, o muro falou por nós
Tive muitas outros dias melhores e piores, mas aquele encantou meu espirito     
Não me estragues o reboco do muro
Tudo que me aconteceu antes, foi a mim como um ensaio
Os anjos vieram perguntar os nossos    nomes para dá-los aos outros anjos que acabavam de nascer
temos de examinar as pessoas com quem podemos falar
Ande, peça, mande
Pedir peço, mas pedir não é alcançar
E ficamos ali somando nossas desilusões e temores
Eu seduzido pelas palavras dele
Quase lhe contei minha história
Ele veio abrindo a alma toda desde a porta da rua até o fundo do quintal
A alma da gente, como sabes, é uma casa
Não raro com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro
Também há as fechadas e escuras, sem janelas ou com poucas gradeadas a semelhanças de conventos e prisões
Não sei como era a minha
Mas como as portas não tinham nem chaves nem fechaduras, bastava empurrá-las e empurrou e entrou
E cá ficou
Ela vivia alegre quando eu chorava todas as noites
Fiz meu coração bater tão violento que ainda agora posso ouvi-lo
O puro ciúmes, leitor das minhas entranhas
Vivia tão nele, dele e para ele que nunca pensei em haver outras

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