domingo, 21 de abril de 2013

Funções da Linguagem a partir do trabalho da Prof. Cintra



               Este texto apresenta uma resenha sobre o capítulo: Apontamentos sobre Linguística Funcional ou Funcionalismo Estrutural - Linguagem Verbal: Natureza e Funções da obra Elementos de Linguística para estudos de indexação ( 1983) de Cintra, em que a autora tem o objetivo de desfazer ideias errôneas à respeito da língua materna.
              A autora inicia seu texto afirmando que não existe falar certo ou falar errado, principalmente porque a fala é uma característica particular de cada um expressado através de uma linguagem. Cintra ainda afirma que toda língua é complexa e não inferior ou superior uma a outra, o que interfere ou determina são os falantes e suas culturas.
              Com estudos relacionados a Martinet, Cintra descreve o conceito atribuído as Variantes Linguísticas, além de citar seus estudos no campo da Fonética: Fonemas e Morfemas. A autora ainda explica que: todo o sistema é econômico, porque é gerado por duas articulações econômicas, ou seja, a partir de um radical é possível formas inúmeras palavras.
               O assunto, nesse trabalho, é abordado na integra, e deixa muito claro que para toda mensagem existe um emissor e um ouvinte, e que desde que tenha um contexto e um assunto, a mensagem pode ser enviada.
                A partir dos estudos elaborados por Jakobson, Cintra leva em consideração que toda mensagem tem uma função por parte do emissor, podendo estar carregada de tom apelativo, expressivo e emotivo.
                Cintra deixa claro, também, que cada indivíduo se faz emissor e ouvinte da sua mensagem, por ser capaz de compreender seus vários contextos de acordo com a sua intenção. Cintra, ainda, cita John Lyons, que faz uma critica à respeito do ponto de vista de alguns semanticistas sobre Função da Linguagem.
                Cintra cita duas funções expostas por Gilian Brown e George Yule, são: Função Transacional que diz respeito ao conteúdo e Função Interacional, que trata das relações sociais.
               A autora também aborda funções chamadas de Instrumental, Regulatória e Interacional, explicando e caracterizando cada uma.
              Cintra menciona, na finalização do seu texto, que entre as fases da criança até o adulto, há diferenças no nível da fala, pois no que diz respeito a linguagem, esta parte do primitivo ao complexo, e que, há diversas formas de se passar uma mesma ideia dependendo do contexto e da situação que o emissor e o ouvinte se encontram, além de completar dizendo que a fala é limitada e a língua não.
             Portanto, o texto exposto por Cintra, aborda a ampliação dos estudos sobre as funções da linguagem, e de certa forma, com uma linguagem mais simples, proporcionando uma visão mais ampla sob o assunto, além de ser um texto bastante agradável para se ler e compreender melhor sobre as Funções da Linguagem. Com certeza, proporcionará ampliação na aprendizagem daqueles que se interessam em se aprofundar na área da Linguística.

Estudando a Linguística a partir dos conteúdos da Anna Cintra


Este relatório consiste em uma resenha do texto: Do Estruturalismo à Linguística Textual organizado  por Cintra.
Anna Maria Cintra é graduada em Letras Clássicas pela PUC-SP e doutora em Linguística pela USP. Atualmente, é Reitora da PUC-SP e professora titular na mesma Instituição com um currículo completo e riquíssimo no que diz respeito a sua atuação. É autora de diversos artigos e livros, além de outras publicações bibliográficas.
Cintra, em seu texto, traça um caminho que vai do Estruturalismo até à Linguística Textual,  esclarecendo a importância e as diferenças entre o Estruturalismo e o Gerativismo, além de abordar : Texto e Discurso,  Análise do Discurso,  Análise do Texto e à Pragmática.
A estrutura do seu texto é bastante confusa, apesar de ter um vocabulário  simples. Seu texto é indicado a um publico que tenha interesse em aprofundar seus conhecimentos na área da Linguística.
Para embasar seu texto, Cintra apresenta estudos abordados na área da Linguística de Jakobson, Saussure, Troubetzkoy, Benveniste, Chomsky e Mainguenea.
De acordo com Cintra, os estudos da linguagem tiveram início com Saussure  no século XX, e então a linguagem se tornou uma ciência. A Língua, para Saussure foi conceituada através de Sistema, que recebeu o nome de Estruturalismo que significa uma abordagem.
De acordo com Cintra, Troubtzkoy contribuiu bastante para o estudo da Fonologia, diferenciando-a da fonética.
Cintra cita Chomsky como o “pai” do Gerativismo, uma nova corrente, que apresenta uma estrutura profunda da língua e inata entre nós. Chomsky afirma que o ser humano nasce com uma gramática própria e no decorrer do tempo  vai aperfeiçoando-a e desenvolvendo-a
Sobre Texto e Discurso, fica claro que antigamente, ambos eram considerados sinônimos, pois ambos cumprem uma função comunicativa. Numa concepção geral, Texto significa o tecido sobre o qual se constrói o discurso, e Discurso é o texto em construção, marcado pela sua argumentação e contexto. Cintra destaca a lexêmica e a dêiticas, além de explicá-las.




Mais adiante, Cintra ao falar da Análise do Discurso, apresenta a A.D. de linha America e a A.D. de linha Francesa, a qual opta para aprofundar os estudos, pois ela opera sobre o texto escrito, o que possibilita dar mais suporte para o texto acadêmico.
Sobre a Análise de Texto, Cintra fala que há divergências sobre qual área esse estudo deveria estar, mas num primeiro momento Texto é colocado como um aglomerado de frases, e num segundo momento Texto passa a ser um discurso, sendo texto uma materialização linguística e discurso uma materialização ideológica.
Para finalizar sua abordagem, Cintra menciona à Pragmática como um sistema que não pode ser analisado de forma isolada, mas sim num conjunto, avaliando a intencionalidade do autor e do leitor, além do seu contexto e situação.
Pode-se concluir, a partir do exposto por Cintra, que as vertentes são construídas uma pela outra, ou seja, à medida que uma para de dar conta do seu fator social outra surge e supri as necessidades daquela sociedade e período social, e que é de extrema importância abordar a língua em uso e não como sistema.

Estudando a Língua: Napoleão Mendes de Almeida


O seguinte texto consiste em uma resenha  sobre a obra História Entrelaçada 2, à respeito de Napoleão Mendes, por Patrícia Leite Di Iório e Maria Igrez Salgado de Mello Franco, ambas formadas pela PUC/SP.
Iório e Franco iniciam seu texto falando sobre a vida de Almeida, dizendo o quanto ele era purista e radical sobre a língua portuguesa. Apesar de Napoleão ter vivido em um período histórico bastante conturbado devido às crises econômicas e políticas, ele se colocou de maneira bastante critica e resistente em relação às mudanças ocorridas  na Língua, pois não concordava com o estudo da linguística, já que, talvez, teria de mudar toda uma ideologia para que viesse a se colocar, novamente, em um lugar privilegiado perante a sociedade.
Napoleão acreditava que as novidades linguísticas afastaria o brasileiro da língua – mãe, criando uma nova língua, um português “abrasileirado”.
Iório e Franco tinham, como objetivo em sua obra, ressaltar a importância que Napoleão e sua obra – Gramática Metódica da Língua Portuguesa  - teve dentro do seu contexto histórico, no século XX (1930 – 1945), e que apesar de ser bem tradicional e não ter estudos relacionados à linguística, é um livro bastante completo no que diz respeito à Lexeologia e à Sintaxe.
As autoras, para escrever sobre Napoleão, buscaram diversas fontes para embasar e realizar a análise sobre este consagrado professor, purista e filólogo. Também citaram estudos de Le Goff, Edith, Koerner, Asher e Matoso Câmara.
Como ponto inicial e referencial, usaram a Análise do Discurso para escrever sua obra. Pode-se verificar que se trata de um trabalho para um público específico, ou seja, indivíduos que tenham interesse em se aprofundar nos estudos da gramática.
Conclui-se, portanto, que o texto aborda as dificuldades do século XX, a importância da obra de Napoleão chamada Gramática Metódica da Língua Portuguesa naquela sociedade, e que hoje, apesar de estarmos no século XXI, a obra continua tendo um valor muito grande. Também  deixa bem claro a postura de Napoleão quanto à linguística, seu relacionamento com a sociedade  e mídia.
Suellen Romere da Silva Santos