Silêncio! - Dizia o poeta.
O poeta dizia, mas o poeta não sou eu.
Eu não digo, não mando, não peço nada.
Acho que escolho quando fico com o que me é permitido.
Não choro, não sofro, apenas reflito.
No dia, no silêncio, na noite tranquila,
na resposta simplória, inacabada, fragmentada,
incompreendida na sua interpretação.
Talvez, ultrapassada.
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